Agora eu tô te amando quietinho, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal, do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível? De quê adianta eu dar píti quando mais um menino idiota vem pedir seu telefone recusando todas as suas circunstâncias (que só eu sou obrigado a lembrar), se você não dá um passo em minha direção pra que eles vejam pra onde o seu destino aponta?
Tati Bernardi (via molequeadolescente)

— Tá linda hoje amor.
— Hoje?
— Todos os dias.
— Sei disso.
— Convencida.
— Bobo.
— Ta linda mesmo, tão linda. Você sabe que eu te amo né princesa?
— O que você quer amor?
— Não posso nem elogiar?
— Pode, mas quando elogia demais, já sei que tá querendo alguma coisa.
— Tá.
— Tá o que?
— Eu quero alguma coisa.
— E o que é?
— Quero você.
— Mas eu já sou sua.
— Quero de outro jeito.
— Qual?
— Quero você lá na minha cama.
— Só depois do casamento.
— Para com isso amor.
— Só depois que a gente casar.
— Quer casar agora?
— Agora não dá, não tenho vestido, nem buque, nem… - ele a beija.
— O noivo você já tem.
— Então a gente casa agora.
— E amanhã?
— Casa de novo.
— Vai faltar igreja.
— Mas vai sobrar amor.
Por você, eu caso todos os dias.
(via molequeadolescente)

thinly:

amen 

Hoje eu decidi viver. Deixar de ser tão você, pra ser mais eu. Ser mais a tia da cantina. Ser mais o carinha que mora ali do outro lado. Ser mais o padeiro. Ter mais sonhos bons, do que ruins. Ser mais presente na verdadeira realidade, do que viver de sonhos. Ser mais o que eu era antes de ser você. Ser mais livros, do que filmes. Decidi abrir o zíper do corpo, e trazer para fora, o que me abita aqui dentro. Deixa pra lá toda a mesmisse de corpo mole. Ser dura feito pedra, mas quente como as lavas de um vulcão. Deixar escorrer todo preto de dentro, e recomeçar do zero. Plantar o branco e cultivar o colorido. Tentar ser maior que o mundo, e menor que as águas dos oceanos. Tentar viver, para ser algo que nunca fui antes. Ser o velhinho que fica sentado no banco da praça, alimentando os pombos (só não lembrar da esposa já falecida). Alimenta-los por diversão. Passatempo, talvez. Decidi sair por aí colorindo o mundo. E se der sorte, vou esbarrar com alguém por ai, com a mesma loucura que a minha.
Maria Augusta.   (via molequeadolescente)

Cresci de um modo muito isolado. Tornei-me anti-social. Comecei a compreender a realidade do universo em que vivia, que tinha muito pouco para me oferecer. Não encontrava amigos de quem gostasse, que fossem compatíveis comigo, ou que gostassem do que eu gostava.
Kurt Cobain.   (via molequeadolescente)

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